Nunca inveterada poetisa,
Mas aquiesço que essa história de “o entardecer” é pura falácia;
Porque a felicidade vem é no amanhecer, na febre corporal dos amantes
Que têm o sol ainda esquentando o acalentar dos gestos [doce ária do amor]
Sol que novo, que embebido com o curioso sentimento, [sendo este fescenino ou não]
Que pode ou não ter sido obliterado por muito tempo
Torna-se refúgio incólume, protegendo tanto sentimento [seria pura ilusão?]
Que pode trazer tanto tormento, tanta aflição
Entardecer é o cenário dos fins, onde se abrigam as tristezas
Onde se refugiam os recalcitrados, os solitários [no mirante, ao final da tarde, só eles são encontrados, nunca um casal de enamorados]
Que recolhidos na sua intrínseca reflexão
Perdem-se em sua constante e divagante alienação
Nego todo o lirismo que se afirma no entardecer,
Pois sua origem, na verdade, é no amanhecer
Nesse, que nada pode se conceber
Além da doce alegria de viver amor
Este que nasce do nascer
Do primeiro inócuo raio dourado, que, assim como gente, ao nascer, é ingênuo, belo e imaculado
Então, num silogismo entrópico [porque o próprio amor o é], as melhores histórias são
As histórias de Amanhecer
Então, para que, eu me pergunto, para que é o Entardecer?